Após os 45 anos, homens devem redobrar atenção às doenças de próstata

Este mês, a campanha Novembro Azul propõe a conscientização da sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata

(Curitiba, novembro de 2015) - Todo homem, mais cedo ou mais tarde, desenvolverá alguma doença de próstata. A afirmativa, que pode parecer um pouco alarmante aos olhos da população, é tratada com normalidade pela comunidade de urologistas. Elas são mais comuns após os 45 anos de idade e fazem parte do processo natural de envelhecimento do corpo masculino. Por isso, a adoção de hábitos saudáveis, como não utilizar drogas e evitar o consumo de álcool e tabaco, assim como praticar atividades físicas regularmente, são algumas das dicas para não antecipar o surgimento de problemas.

Nesse sentido, uma das enfermidades mais comuns é a hiperplasia nodular, um tumor benigno que acarreta o aumento da glândula e a obstrução do canal da uretra, causando dificuldades de urinar. Dependendo do estágio da doença, ela pode ser tratada clinicamente com medicação, sem necessidade de cirurgia. Quando o tumor é maligno, no entanto – caso do câncer de próstata -, a situação é mais preocupante, pois pode ser fatal. É o que explica o urologista Sergio Luis Posselt, credenciado da Amil em Curitiba.

Entre os homens, esse é o câncer mais comum, atrás apenas dos tumores de pele, aponta o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O Sul é a região do país onde se apresenta a maior incidência da doença: 91 casos a cada 100 mil habitantes. Por isso, o médico alerta sobre a importância do acompanhamento clínico desde cedo. “Os homens não devem esperar o aparecimento de sintomas. Aqueles com histórico familiar devem consultar um urologista a partir dos 40 anos, pois têm chances dobradas de surgimento precoce da doença. Mas, se o diagnóstico for feito no início, há uma alta possibilidade de cura e uma menor probabilidade de sequelas, como a impotência sexual”, explica o especialista e membro da Sociedade Brasileira de Urologia.

Dor ou ardor ao urinar, sangramento no líquido seminal, fraqueza ou dormência nas pernas e alterações no fluxo urinário podem indicar doenças de próstata, tanto benignas quanto malignas. O diagnóstico correto pode ser feito através do toque retal, do exame dosagem de antígeno prostático específico (PSA), da biopsia ou por uma combinação desses métodos. Se detectada neoplasia maligna, o tratamento pode ser feito por meio de radioterapia ou cirurgia para a retirada da glândula, variando conforme o estágio da doença. “É importante sinalizar que, no início, o câncer de próstata geralmente não causa sintomas, mas em estágio avançado pode apresentar alguns sinais. Por isso, somente um médico pode investigar e recomendar o tratamento correto”, indica o urologista.